o que você precisa saber sobre a síndrome de burnout

Por Localização 4 min leitura

Não é por acaso que lideramos o ranking dos países mais ansiosos do mundo com mais de 18 milhões de brasileiros sofrendo com um transtorno de ansiedade. Quando o assunto é depressão, o Brasil ocupa o primeiro lugar da América Latina, afetando aproximadamente 12 milhões de pessoas. Tais números não são tão surpreendentes para nós que vivemos em um mundo caótico em que as exigências rotineiras tornam-se cada vez mais exaustivas. Acreditamos que é necessário desempenhar sempre além do que nos é solicitado e momentos de ócio são sempre interpretados como tempo perdido. Nossa cultura reforça a ideia que nosso valor está vinculado à nossa produtividade e é inevitável sentir que precisamos produzir o tempo todo.

Manter esse estilo de vida exageradamente acelerado e sempre atarefado pode acarretar diversos outros problemas físicos e mentais, entre os quais vale destacar a Síndrome de Burnout. Em 2019, a OMS (Organização Mundial da Saúde) incluiu a síndrome na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), a identificando como um fenômeno ocupacional que apresenta as seguintes características:

Burnout é uma síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. É caracterizada por três dimensões: sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia; aumento do distanciamento mental do próprio trabalho, ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho; e redução da eficácia profissional.

Em uma pesquisa conduzida pela Isma-BR (International Stress Management Association) em 2018, foi constatado que cerca de 33 milhões de profissionais brasileiros são afetados pela síndrome. Por isso, é importante atentar-se aos sintomas para saber se você também não está sofrendo de esgotamento profissional.

Quais são os sintomas da síndrome de burnout?

  • Cansaço físico e mental;
  • Falta de interesse;
  • Impaciência;
  • Irritabilidade;
  • Solidão;
  • Depressão;
  • Fadiga;
  • Dificuldade de concentração;
  • Baixa energia;
  • Tensão muscular;
  • Enxaqueca;
  • Sensação de alienação;
  • Pessimismo;
  • Insatisfação com o trabalho.

Como é realizado o diagnóstico?

Profissões mais afetadas pela síndrome de burnout: profissionais da saúde, professores, advogados, jornalistas, policiais, agentes penitenciários, bombeiros, bancários, atendentes de telemarketing e etc…

Se você se identificou com os sintomas listados acima, procure a orientação profissional de um psicólogo ou de um psiquiatra para obter um diagnóstico clínico apropriado. De acordo com o Ministério da Saúde, “no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) está apta a oferecer, de forma integral e gratuita, todo tratamento, desde o diagnóstico até o tratamento medicamentoso”.

Como prevenir a síndrome de burnout?

Tão importante quanto prestar atenção aos possíveis sintomas é saber equilibrar a vida profissional para prevenir o burnout. Infelizmente, não existe fórmula mágica para garantir que o seu trabalho não causará exaustão, entretanto, existem hábitos saudáveis que podem ser implementados em sua rotina para transformá-la.

Respeite os horários de trabalho e lazer

É muito importante estabelecer quais são os momentos de trabalho e lazer. Com as facilidades tecnológicas, é muito comum checar o e-mail no meio de uma festa de aniversário ou responder a mensagem que o chefe mandou por WhatsApp no meio do churrasco com os seus amigos. Determinar horários e limites para o trabalho é essencial para não se desgastar ao extremo. Então, não se esqueça que momentos de lazer são indispensáveis para a saúde mental.

Valorize o seu sono

Uma boa noite de sono faz milagres. Um ciclo circadiano desregulado pode levar à dificuldade de concentração, irritabilidade e outros problemas que afetam diretamente a sua saúde. Creio que todos já fomos tentados a passar uma noite em claro para terminar um trabalho importante, porém, o seu sono não deve sofrer por conta disso. Ou seja, vale a pena dormir e retomar o trabalho no dia seguinte para obter melhores resultados.

Evite certas substâncias

Quando estamos estafados é natural buscar estímulos externos para suportar o ritmo acelerado. Nicotina, cafeína, taurina e álcool são as substâncias favoritas de quem lida com estresse constantemente. O único problema é que abusar de tais substâncias prejudica o seu desempenho físico e mental a longo prazo. Elas podem dificultar o seu sono, aumentar a ansiedade e agravar outros quadros pré-existentes. Portanto, o ideal é evitar o consumo ou fazê-lo com moderação.

Pratique atividade física

O estilo de vida atribulado geralmente está entre o principais motivos para não se exercitar. Entretanto, a atividade física é uma das formas mais eficazes de combater o estresse. De acordo com uma matéria publicada na revista Exame, os benefícios do exercício físico para a saúde são inúmeros: melhor qualidade de sono, redução do risco de ataque cardíaco, bom humor, melhoras em quadros de depressão e ansiedade e etc…

Redescubra sua criatividade

Em um mundo em que sentimos necessidade de monetizar até mesmo os nossos momentos de lazer, é importante encontrar um hobby que seja somente seu e que possibilite o exercício do seu lado criativo. Muitas vezes deixamos certas atividades de lado por acreditar que o nosso tempo só é valioso quando estamos produzindo. Isso não é verdade. Seus hobbies também tem o seu valor e são essenciais para a saúde mental.

Você já sofreu ou sofre com a síndrome de burnout? Então, compartilhe sua experiência comigo nos comentários!

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